13/07/2009

Thunder force Earth Crisis

A muito tempo, mas a muito tempo mesmo, tenho a vontade de criar um jogo de nave. Agora resolvi enfrentar as dificuldades (aprender a programar em game maker, arrumar sprites, etc), e finalmente estou criando um jogo. E começo hoje, a falar sobre ele aqui no meu blog.

Sempre fui fã da série Thunder Force (acho q deu pra perceber pelo layout do meu blog), em especial o Thunder 4 e 5. então resolvi fazer um jogo baseado nessas duas versões.

Do thunder 4 eu retirei toda a orientação gráfica. O meu jogo vai se parecer com um título super-power de mega drive. Dos sprites que estou usando, muitos são reciclados desse jogo. Particularmente a nave, que foi editada diretamente da nave do jogador do TF4.

Do thunder 5 eu retirei todo o gameplay. A nave tem 5 armas, atira com uma em cada botão, a história se passa na terra, a nave é azul e branca com vidro verde, tem overweapon, etc.

Foi começando esse projeto que eu percebi que criar um jogo é muito mais dificil do que parece. Ainda mais se você decide fazer algo que presta. Fazer um jogo tipo esses que vem com o windows é facil, mas quando vc decide fazer um jogo com história e tudo mais, a coisa vira um bicho de sete cabeças incrível. Esse blog, e o forum oldschool Brasil vão servir pra qualquer um que queira iniciar nas artes dos jogos de nave do Game maker. Aqui eu irei falar passo a passo o q estou fazendo, e lá está toda a teoria necessária, agradecimentos ao grande Cris Spiegel, que resolveu passar todo o conhecimento que possui sobre GM a todos nós.

A primeira parte com que me preocupei é com o aspecto geral do jogo, suas características globais como qual seria a história, quantas fases teria e quantas armas. Cheguei nesse resultado:
A história:

Depois de terminada a grande missão da Terra no território da Galatic Federation (Thunder Force 6), a nave Syrinx retorna à sua terra natal. Sendo a última instância de tecnologia extraterrestre que restou no planeta, as autoridades decidiram guardá-la, pois se o império Orn atacasse novamente, apenas tal arma poderia lutar contra essa ameaça. Syrinx não seria reproduzida (mesmo porque, não haviam mais materiais para tal feito), e seria guardada em um local secreto, onde apenas uma organização, entitulada "333 operation", saberia a localização. Para as massas, seria dito que ela havia sendo destruída, afastando assim o receio de que algo semelhante ao desatre que ocorreu quando a tecnologia Vasteel foi descoberta (Thunder Force 5) pudesse acontecer novamente.

A nave foi escondida dentro de uma profunda caverna, feita por poderosas máquinas de escavação dentro do monte Everest. O galpão onde a nave foi colocada ficava a 300 metros de profundidade do solo, porém, a entrada ao corredor de acesso só se dava na metade do monte. Apenas 2 pessoas sabiam da existência desse local.

A nave ficou guardada durante 10 anos. Porém, existiam forças tabalhando durante todo esse tempo.

Durante o combate contra as forças Orn (acontecimentos narrados em TF 6), um módulo inimigo acabou fundindo-se com a nave terráqua RVR 00 - Phoenix, criando assim, a nave Syrinx. Ninguém sabe como o processo se deu, porém, isso acabou melhorando completamente a engenharia da nave, facilitando a luta contra o imperador Orn e seus seguidores. Essa fusão da nave terráqua com tecnologia Orn nunca foi entendia, apenas aceita.

Os humanos sabiam bem que não deviam pesquisar nem mecher com tecnologias extraterrestres e desconhecidas. Isso já foi feito e custou milhares de vidas. Por isso a nave ficou sozinha e esquecida, apenas uma arma para um grande momento de pânico. Seu poder era suficiente para destruir a terra se assim alguém o desejasse.

E desejou.
O módulo orn, que originou a engenharia de Syrinx, estava trabalhando todo esse tempo. Com a destruição do imperador Orn, um sinal foi emitido para dentro desse módulo, transferindo toda a consciência do imperador para os circuitos da nave. Ele apenas esperou o momento certo para revidar. Depois de muito tempo, conseguiu destruir os circuitos que limitavam o controle da nave, e assim, estava livre para fazer o que quizesse.

Com a tecnologia que os humanos desconheciam mas ele dominava muito bem, construiu uma base subterrânea dentro do monte Everest, onde estava o galpão que guardava Syrinx. Dali, começaram a ser construídos centenas de robôs que lentamente se acumulavam dentro de cavernas e galerias escavadas por ferramentas geradas da fusão da tecnologia humana e Orn.

Lentamente Bases foram sendo erguidas sem que ninguém percebesse, algumas no fundo do mar, outras dentro de vulcões, escapando das varreduras terrestres. Durante 10 anos o mal estava sendo novamente sendo construído por uma tecnologia desconhecida.

Porém, a tecnologia humana não era mais tão precária, e a atividade Orn foi descoberta. Varreduras de segurança localizaram algumas bases, ainda que em estado de espera, e mapearam o interior do Everest. Foi descoberto que Orn selou a entrada do local que Syrinx estava guardada, impossibilitando a entrada, pois não havia tecnologia humana suficiente para tal feito.

Orn nada percebia, apenas aumentava suas fileiras para um derradeiro atraque. Os humanos sabiam que a única esperança seria atacá-lo enquanto está desprevenido. Porém como fazer isso? Não havia nenhuma arma na Terra que pudesse ir contra uma tecnologia saída de Syrinx. Era uma crise sem precedentes, pois todos sabiam da atividade do inimigo, mas nada podiam fazer para pará-lo.

Porém, em uma das várias buscas desesperadas por soluções, uma nave quase que completamente destruída foi encontrada entre destroços da luta com Guardian, sendo um modelo do esquadrão de Cenes Crawford. Era uma RVR-01 "Gauntlet". Haviam restado poucas peças intactas e poucos cientistas que sabiam manipular a tecnologia Vasteel, mas com muito esforço conseguiram, com muitas alterações uma nova nave foi construída.

Chamada RVR-X, era uma nave semelhante aos outros modelos das RVR, porém, muito menos potente. Suas armas eram mais fracas e era muito mais dificil de ser pilotada. Porém, ainda era muito superioro a qualquer coisa que existia na Terra.

Danielle Steel, melhor piloto que havia na terra, destacada diversas vezes para pilotagens de teste em protótipos de naves de combate de tecnologia humana e alieníngena, foi escolhida para pilotar a RVR-X, apelidada por ela de "Garbage", lixo em inglês, pelo fato de ser uma versão piorada das RVR.

E assim uma nova operação tem inicio. Sozinha, Danielle irá atacar as bases Orn de surpresa, antes que o inimigo descubra que toda a terra sabe de sua presença. Ela sabe que apartir do primeiro ataque as coisas vão ficar mais complicadas, porém, não há outra alternativa.

A história fui eu quem criei, eu até que gostei, espero opiniões!

Das fases, bolei apenas duas na cabeça. Pretendo fazer 6 fases, todas elas divididas em duas partes, com cada fase durando de 3 a 7 minutos. Quero que o jogo demore cerca de 40 min pra ser terminado.

1 - Undewater Base (Water City/Desativated facility)

Aproximando-se pelo mar, há uma base onde já foi uma grande refinaria subterrânea, debaixo de uma grande metrópole submersa. Esse é o unico ataque secreto da operação, pois depois desse Orn sabendo da operação 333, revida.

3 - Cloud City (Over the City/Orn Fleet)

O ataque não é mais secreto, Orn liberou tudo que havia construído e muitos destes estão rumando para uma grande cidade. Será necessario protegê-la.

Fiz algumas artes conceituais, o desenho tá um lixo pq fiz correndo:

RVR-X (é uma nave do TF4 com algumas mudanças)

Esboço de Danielle Steel, a piloto. Pretendo melhorar isso 400%.

Mais um desenho da piloto, agora com mais detalhes. Ainda tá longe do que eu quero.

Por ora fico por aqui. Mas logo logo mostro mais coisas do meu jogo, já tem alguma coisa pronta, quero colocar aqui para que o povo opine.

Thanks for reading!

2 comentários:

  1. O projeto é ambicioso, fazer um jogo homenagem a série Thunder Force requer certos cuidados pois é uma série muito querida por shmuppers e até por alguns jogadores casuais.

    Os rumos que você deu para a saga Thunder Force é bastante interessante e fazer um "upgrade" da quarta versão utilizando-se dos elementos do quinto jogo, creio eu, não fará que o Thunder Force: Earth Crisis se transforme em um Broken Thunder (referindo-me ao desastroso doujin game obviamente).

    Boa sorte na empreitada Guilherme.

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  2. Massa, Diniz!

    Vou te ajudar com alguns rabiscos.
    Escrevi minhas opiniões e sugestões lá na comunidade.

    Ah, não esqueça, THUNDER FORCE tem que ter muito HEAVY METAL na trilha sonora!

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